terça-feira, 29 de dezembro de 2015

As mídias sociais podem ajudar sua ONG



Vivemos numa Era de superexposição, em que devemos tomar cuidado com as informações que divulgamos, notícias que compartilhamos e tudo que publicamos sobre nossas empresas e nossas vidas.

No último artigo falei rapidamente do perigo de compartilhar informações que se replicam rapidamente nas redes sociais sem que as fontes e a idoneidade do que está sendo divulgado sejam previamente checadas.

O prejuízo da imagem pode ser muito grande já que o controle da informação não está mais em nossas mãos, e o que publicamos hoje em esfera regional pode rapidamente ser replicado mundialmente.

O jovem, principalmente, não se preocupa com a privacidade na rede e divulga informações pessoais como se estivesse conversando apenas com um grupo de amigos. Segundo pesquisa recente do Instituto Gallup, apenas 26% dos usuários frequentes do Facebook se preocupam em manter sua privacidade.

Outra pesquisa que não podemos deixar de citar é que o Brasil já é o segundo país em usuários no Facebook (46 milhões de usuários ativos) e 72% dos brasileiros acessam a rede diariamente.

Depois de tantas informações sobre acessos pessoais você deve estar pensando. Mas o artigo não era como as mídias sociais podem ajudar a minha ONG? Exatamente! Depois de tanta informação sobre como esses acessos crescem a cada dia no país, você acha que sua ONG pode ficar fora dessa?

E considerando a superexposição e qualidade das informações, precisamos ter cuidado ainda maior sobre como e quais informações iremos divulgar na rede.

Apesar desses dados serem apenas do Facebook, esse é um padrão do crescimento das mídias sociais e hoje vou dar algumas dicas rápidas de como sua ONG deve se comportar no Facebook e Twitter e procurar sempre participar também de redes sociais que sejam relativas ao seu negócio.

Em primeiro lugar, devemos levar em consideração que além de ser um tipo de divulgação poderosa, as mídias sociais podem ser utilizadas gratuitamente para promover sua ONG e discutir assuntos relevantes à organização.

Para empresas, marcas ou pessoas públicas o Facebook oferece a oportunidade de criação de uma FanPage. Ou seja, uma página para fãs em que exista a possibilidade de a empresa interagir com seus usuários e compartilhar notícias sem que haja a necessidade de adicioná-los como amigos. Para que a empresa tenha seguidores é preciso apenas curtir a página.

No Twitter deve-se criar um usuário com o nome da empresa ou com um nome que identifique a ONG com facilidade. O Twitter, como a maioria já sabe, permite postagens com até 140 caracteres e esse limite foi criado baseado em primeiro lugar nas mensagens de telex e depois no tamanho das primeiras Sms, 140 caracteres para a mensagem e 20 para o nome do usuário. É possível também compartilhar links de notícias aprofundando os assuntos comentados.

As duas plataformas podem ser utilizadas integradas e o que se posta em uma, pode automaticamente ser compartilhada em outra. Apesar de não ser funcional 100% do tempo, é um recurso que pode ser positivo na maioria das vezes.

Vamos então a algumas dicas de como sua ONG pode utilizar as mídias sociais a seu favor:

  1. Utilize sempre o bom senso.
  2. Separe o seu perfil pessoal do perfil da ONG e nunca poste mensagens pessoais na FanPage ou Twitter da ONG. Informações como: estou cansada, já é sexta-feira? ou coisas do gênero não irão contribuir em nada para a imagem da organização.
  3. Alimente as redes com informações com frequência, porém cuidado para não exagerar. Ninguém gosta de seguir um perfil que publica dez, vinte informações seguidas por dia.
  4. Você não precisa e nem deve utilizar os perfis para divulgar apenas informações da ONG, mas lembre-se de que é importante gerar credibilidade e preservar a imagem do negócio, portanto publique apenas informações relevantes e que sejam de interesse comum aos assuntos relacionados à ONG.
  5. Cheque mais de uma vez a fonte e a informação antes de divulgá-la. Dê preferência a notícias publicadas em órgãos de imprensa reconhecidos.
  6. Utilize o recurso de publicar as informações no Facebook e Twitter ao mesmo tempo, mas lembre-se de vez em quando de publicar notícias diferentes em cada canal. Se as notícias forem sempre as mesmas, a tendência é que seus seguidores desistam de segui-lo em um dos canais.
  7. Divulgue os perfis da sua ONG primeiro para seus amigos, e só depois de conseguir alguns seguidores divulgue publicamente para que já tenha um pequeno grupo formado.
  8. Você pode e deve compartilhar no seu perfil pessoal as notícias que publica no perfil da sua ONG, mas lembre-se, muitos dos seus seguidores serão também seus amigos. Se isso acontecer repetidamente e instantaneamente você pode perder seguidores na sua fanpage que passarão a ler as notícias duplicadas.
  9. Procure se associar a redes sociais como a Rede TSO (http://www.redetso.com.br/). Nela você poderá encontrar novos parceiros e pessoas valiosas para sua ONG.
  10. Lembre-se sempre de pensar duas vezes (ou mais) antes de escrever uma mensagem polêmica, ter um posicionamento controverso ou fazer críticas diretas. A dificuldade de se retratar nesse mundo virtual absolutamente público é muito mais difícil que pensar duas vezes.
  11. Deixe os perfis da ONG abertos, sem filtro e sem exigências para seguidores. Ninguém quer seguir um perfil público que tenha muitas regras. Essa política de privacidade deve funcionar apenas para perfis pessoais.
  12. Se achar que não terá tempo de alimentar constantemente seu perfil do Twitter, por exemplo, utilize ferramentas como o HootSuite. Nela é possível programar postagens com data e hora com bastante antecedência.
  13. Por mais que você não goste de tecnologia, não fique fora dela, sua ONG pode parecer desatualizada só por causa disso.
Boa sorte!

Artigo escrito por: Rachel Polito - Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo e pós-graduada em Marketing pela ESPM, formada em Relações Públicas pela FAAP-SP e tem o título de Máster em Tecnologia Educacional pela mesma instituição.
Fonte do Artigo: http://www.terceirosetoronline.com.br/conteudo/as-midias-sociais-podem-ajudar-sua-ong-2/

Fonte: DICA

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