segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Roteiro Cultural no Centro Histórico de Porto Alegre


Que tal passar um dia destes apreciando o Centro Histórico de Porto Alegre? Para quem está na capital, existem opções culturais bem variadas. Escolha algumas e monte seu roteiro.

O passeio pode começar pelo Mercado Público de Porto Alegre, inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O ideal é percorrer os corredores sentindo a profusão de aromas de frutas, carnes, peixes e queijos que se espalha pelo local e atrai milhares de consumidores. Diversas bancas são famosas por suas especialidades, e é possível, ainda, almoçar nos restaurantes do Mercado. A sobremesa? Um delicioso sorvete da Banca 40, estabelecida no prédio desde 1927.

Depois, é só subir até a Rua dos Andradas, ou Rua da Praia, carinhosamente chamada pelos porto-alegrenses. Esta artéria, cheia de edifícios, bancos e comércio, atravessa de leste a oeste o Centro Histórico, indo do Hospital Santa Casa até a Usina do Gasômetro. Entrando nela em direção à Usina, há opções para compras e artesanato de rua, com preços acessíveis. Dali é possível subir a General Câmara e encontrar a tradicional Praça da Matriz ou seguir na Andradas e se deparar com a Praça da Alfândega.

Com nome oficial de Praça Marechal Deodoro, o espaço existe desde os primórdios da Capital quando, ainda em 1773, chamava-se Largo do Palácio ou da Matriz. Está localizada no coração da cidade. No seu entorno encontram-se o Palácio Piratini, o Palácio Farroupilha, a Assembleia Legislativa, e o Palácio da Justiça. No local, há diversas obras de arte públicas, como o Monumento a Júlio de Castilhos. Também é ali que estão o tradicional Theatro São Pedro e a Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Nas vizinhanças imediatas encontram-se ainda o Solar dos Câmara, o Museu Júlio de Castilhos e a Biblioteca Pública do Estado, todos em edificações históricas.

Recentemente revitalizada, a Praça da Alfândega, abriga, anualmente, a Feira do Livro. Tem este nome porque, ainda no século XVIII, era ponto de saída e chegada de mercadores que chegavam à cidade pelo porto fluvial. Famosa pelos jacarandás, é repleta de bancos que oferecem uma opção de descanso para o passeio. No local, também estão estátuas de dois ícones das letras: Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana. No seu entorno estão alguns dos principais centros culturais da Capital, como Santander Cultural, Margs, Memorial do Rio Grande do Sul e Casa de Cultura Mario Quintana, além da famosa feira de artesanato, conhecida como Feira dos Hippies.

Retornando à Rua dos Andradas, é possível encontrar outro ponto tradicional da Capital: a Casa de Cultura Mario Quintana. O prédio já foi o antigo Hotel Majestic. O escritor que dá nome ao lugar viveu no hotel entre 1968 e 1982, no apartamento 217. No local, existe uma reconstrução fiel desse quarto, aberto à visitação. A Casa abriga salas de cinema, cafés, biblioteca, e o Museu de Arte Contemporânea (MAC-RS). O destaque fica por conta do Jardim Lutzenberger, localizado no terraço do prédio e que apresenta uma diversidade de coleções e ambientes botânicos. O espaço foi criado para homenagear o ambientalista, amante e grande defensor da natureza.

A Igreja Nossa Senhora das Dores é a mais antiga da cidade e também está localizada na Rua dos Andradas, logo depois da Casa de Cultura Mario Quintana. Tendo sua pedra fundamental lançada em 2 de fevereiro de 1807, a Igreja “das Dores” foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na categoria de Sítio Histórico Urbano. Antes, o acesso era feito pela Rua da Ponte, atual Riachuelo, no entanto, ainda no século XIX foi construída a escadaria para a Andradas. As três esculturas da fachada representam a fé, a esperança e a caridade. Se internamente percebem-se as influências barroca e neoclássica, a fachada é eclética.

No final da Rua dos Andradas encontra-se um dos espaços culturais mais importantes da Capital: a Usina do Gasômetro. De qualquer ponto da região central, é possível avistar a característica chaminé. Funcionando na antiga usina projetada para gerar energia à base de carvão mineral, o prédio foi indicado como espaço Cultural em 1989 e, a partir de 1991, foi aberto como centro cultural. No prédio, há cinema e as salas são ocupadas por companhias de teatro e dança, dentro do projeto Usina das Artes. Como está à beira do lago Guaíba, também é possível fazer passeios de barco que partem dali mesmo, de hora em hora, a preços acessíveis.

Fonte: Dica



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