sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Ano da Fé


Crer, confiar e amar...

A Igreja realizará o “Ano da Fé” entre os dias 11 de outubro deste ano e 24 de novembro de 2013. O anúncio foi feito por Bento XVI em um encontro organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.
O Ano da Fé comemorará o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. “Será um momento de graça – disse o Papa - e de compromisso por uma conversão a Deus cada vez mais plena, para reforçar a nossa fé n’Ele e para anunciá-lo com alegria aos homens e mulheres de nosso tempo”.

O Concílio Vaticano II nos deixou a renovada consciência de que na Igreja somos todos os batizados. Todos nós somos responsáveis pela evangelização do mundo, que é a principal tarefa ou missão da Igreja. Mas muitos batizados parecem ter esquecido seu dever de evangelizar. Por isso, o próximo Sínodo dos Bispos, a realizar-se este ano em Roma, terá por tema a “Nova Evangelização”. Já João Paulo II tinha falado da necessidade de anunciarmos o Evangelho com “novo ardor missionário”.
O Ano da Fé será uma boa ocasião para examinarmos e fortalecermos a nossa fé. Comecemos por esclarecer o que entendemos por “fé”. A fé cristã, em sentido objetivo, é um conjunto de proposições, resumidas no “Creio” ou “Símbolo Apostólico”. Mas a fé, em sentido subjetivo, é uma particular atitude diante da vida, do mundo e da história.
A fé consiste em uma atitude de confiança amorosa. É a atitude da criança que, sabendo-se amada por seus pais, confia plenamente na palavra deles. Jesus disse que “quem não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele” (Lc 18,17). Mas, será que é justo e até possível que um adulto tenha a confiança de uma criança, neste mundo tão injusto? Confiar assim nos homens, não é possível, mas em Deus, sim!
Sim, nós cremos nas verdades contidas no Símbolo Apostólico, não porque confiemos nos homens, que tantas vezes nos decepcionaram, ao longo da história da Igreja. Nós cremos no conteúdo da fé cristã, porque confiamos em Deus, no Deus que se nos revelou em Jesus Cristo. Cremos, porque confiamos em Deus; e confiamos em Deus, porque sabemos que Ele nos ama e merece o nosso amor.


Fé coerente e irradiante

"É nosso dever revigorar esta fé, para que brilhe como o sol no céu da nossa alma, e não só para nós, mas também para os outros.
Num mundo que se afasta cada vez mais de Deus, acendamos em nós esta chama que ilumina o caminho também para os outros: mas a nossa fé, seja prática, operosa; nenhum contraste deve haver entre a fé que professamos e a conduta que levamos; a fé deve ser a norma constante de nossas ações, de nossos pensamentos, de nossos juízos. Neste sentido diz-se: “O justo vive de fé”."

(Do livro “A voz do Pai” – Migalhas de Espiritualidade do Pe. João Calábria)

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