sexta-feira, 27 de julho de 2012

III Jornada de Formação Calabriana


A III Jornada de Formação Calabriana, organizada pela Equipe Social - Regional Sul do Instituto Pobres Servos da Divina Providência, foi realizada nesta quinta-feira, 23, no Centro de Educação Profissional São João Calábria, em Porto Alegre.
Pe. João Pilotti conduziu o momento de oração
Momento de espiritualidade contou com encenação do início da Obra de Pe. Calábria
Durante a abertura, o coordenador Ir. Gilnei Bampi observou que todos somos educadores, independentemente da função que exercemos. “Nós somos importantes para nossos atendidos, pois atrás da função que exercemos, existe um jovem que depende do nosso trabalho”, destacou.
Ir. Gilnei Bampi realizou a abertura do evento
Os participantes puderam conhecer as obras calabrianas, com apresentações das atividades desenvolvidas nas instituições: Abrigo João Paulo II, CPIJ, Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, Delegação Nossa Senhora Aparecida, Escola Infantil Casa Nazaré e o Calábria.
Abrigo João Paulo II falou sobre as Casas Lares
Seminário Apostólico explicou os valores passados aos noviços
Equipe do Calábria apresentando a instituição aos participantes
Após, o Frei Luciano Bruxel debateu com os participantes sobre o tema do evento: “A Complexidade da educação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e violação de direitos”.
Frei Luciano Bruxel
Bruxel falou sobre o papel dos educadores, das dificuldades e desafios envolvidos na educação dos nossos atendidos e perspectivas de melhorias para o atendimento. Frei Luciano citou o sociólogo Zigmunt Baman, que diz: “Existem duas maneiras de não sofrer o inferno. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.” Com a citação ele nos fez refletir sobre a importância de buscar o melhor em qualquer situação e nos renovar sempre e, além disso, cuidar para não cair no pessimismo, perceber esperanças e pequenos avanços que vamos construindo ao longo do nosso trabalho.
Frei Luciano Bruxel destacou a importância dos vínculos
As dificuldades das instituições também foram ressaltadas pelo Frei, como o enfrentamento à violência nas escolas, a resistência dos jovens e os julgamentos que acabamos fazendo. Assim, ele destacou o fortalecimento dos vínculos, que só conseguiremos atingir nosso objetivo com a ampliação da escuta, acolhendo e amando o atendido para poder educar. O jovem só poderá aprender quando se sentir integrado, vinculado ao ambiente, compreendido na totalidade pelo seu educador. “Temos que despertar no jovem a formação humana. O conhecimento técnico e profissional, talvez seja a parte mais fácil. Não podemos nos esquecer dos valores solidários, o cuidado com o meio ambiente e responsabilidades”, disse Bruxel.
Oficina 1
Após o intervalo para almoço, os participantes se dividiram em grupos e participaram das Oficinas. A Oficina 1 – Compreender-me, colaborador calabriano nas ações de serviços, como meio de transformação, direcionada aos colaboradores dos serviços e administrativos com Aidê Venzon e Dalva Franco. 
Oficina 1
A Oficina 2 – Compreender-me, colaborador calabriano nas ações de educação, como meio de transformação com Shirley Curtinaz, destinada aos educadores.
Oficina 2 com Shirley Curtinaz, do Pão dos Pobres
E a Oficina 3 – Compreender-me, colaborador calabriano nas ações técnicas educativas, como meio de transformação com o técnico da FASC, Shimura, dedicada aos psicólogos, assistentes sociais e coordenadores de ensino.
Shimura na Oficina 3
Encerradas as oficinas, os grupos voltaram a integrar-se para trocar experiências e apresentar as conclusões a que chegaram após os debates propostos. 

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